sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Desabafos Álcoolicos:


Tudo começou quando era criança porque o meu pai obrigava-me a beber copos de whisky ao pequeno-almoço e se eu recusasse dava-me pancada.
Estou a brincar. Ele batia se eu vomitasse depois de beber o copo.

Vá, aquilo era tudo mentira, na verdade até foi o meu irmão que me levou a sair pela primeira vez. A mítica estreia no Bairro Alto onde provei o doce sabor do traçadinho, o amargo de shot de tequila e umas cervejas para aconchegar. Nisto tudo a única recordação que tenho dessa noite é de uma foto de uma rapariga a lamber-me a cara. 
Mas esta não é a história que tenho para vos contar porque nem tem muita piada.
Tem mais piada a primeira vez em que bebi uma litrosa, passei um bocado mal por isso e acabei por regurgitar pela 1ª vez. Ahh, ricos tempos em que uma pessoa ficava bêbada com uma litrosa.
Tudo começou numa noite em que estava novamente com o meu irmão (claramente uma influência em mim) e mais uma amiga a conviver junto do prédio dela. Nessa noite fizemos-nos acompanhar com 3 belas Super Bock de um litro. Tinham e têm umas belas curvas.
Por ser um principiante na arte de consumir álcool acabei por não sentir-me nas melhores condições quando acabei a minha litrosa, portanto disse aos dois que ia para casa. No meio de tanto cambalear o meu irmão achou por bem acompanhar-me no curto trajecto que teria de fazer até casa. Dei cerca de 20 passos e aconteceu aquilo que iria repetir mais algumas vezes na minha vida, algo que só pode ser descrito como um repuxo humano a descartar os restos de comida que tem no estômago. Uma palmadinha nas costas, um agarrar pelos ombros e seguimos o resto do caminho.
Regressei a casa e fui directo à casa-de-banho para vir mais uma rodada daquilo que bem podia ser carne de bode alentejana.
A minha mãe acordou obviamente com a barulheira que estava a fazer e perguntou o que se passava ao que eu tentei responder, mas a tratá-la por "você" e a dizer que a culpa era de umas "almôndegas estragadas" que tinha comido ao almoço, o que é a coisa mais anormal que podia fazer nesta altura. Por sorte ela deu-me o espaço que precisava e não quis incomodar-me.
Na manhã seguinte falámos todos sobre o assunto e rimo-nos da situação. O chato é que a história das almôndegas ficou e os amigos do meu irmão passaram a intitular-me de "Almôndegas" durante um belo ano.

Obrigado e peço desculpa por ouvirem o meu desabafo.

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