Quando somos crianças a nossa imaginação é ilimitada, vemos as coisas à nossa maneira, criamos uma persona e temos de acreditar no que queremos ser no momento.
Com o passar dos anos esta nossa faceta vai desaparecendo, crescemos e perdemos. No meu caso ainda mantenho uma pequena criança dentro de mim que espero nunca deixar escapar. Todos precisamos de brincar e ser infantis às vezes se não qual seria a piada de viver numa realidade tão aborrecida?
A minha infância era passada mais no meu mundo imaginário do que na realidade e fui muito feliz a viver assim. Aqueles verdes anos em que era simplesmente feliz por ter tudo na palma da minha mão, tudo ao meu redor era um lugar cheio de possibilidades e eu só tinha que as agarrar e fazer a minha própria identidade.
Quando corria tão rápido que as coisas à minha volta já estavam desfocadas e só via um túnel na minha visão bem que me podiam chamar de Flash.
Se visse uma aranha tentava a minha sorte para ser mordido e ver se no dia seguinte conseguia subir paredes ou se saíam teias dos meus pulsos.
Se visse um episódio épico de Dragon Ball tentava sempre reunir forças para lançar um Kamehameha, concentrava-me até quase arrebentar uma veia para ficar em modo Super Sayan, começava a saltar bem alto para tentar voar e comia um jelly bean para recuperar as forças.
Tentava usar clips para abrir fechaduras como se fosse o Macgyver ou criava uma engenhoca a pensar que era igual às do Batman.
Praticava os meus moves de kung fu sempre que acabava de ver um filme do Jackie Chan ou do Jet Li até que o meu irmão desse-me um soco para parar.
Se estivesse com amigos agarrar num pau significava que estávamos a agarrar numa espada, se tivesse uma pistola de plástico e fizesse os sons certos a disparar era garantido que eles iam ser atingidos. Se lançasse uma pinha aos meus inimigos aquilo ia explodir como uma granada e se alguém se magoasse tínhamos de correr para chamar a mãe.
Com o passar dos anos esta nossa faceta vai desaparecendo, crescemos e perdemos. No meu caso ainda mantenho uma pequena criança dentro de mim que espero nunca deixar escapar. Todos precisamos de brincar e ser infantis às vezes se não qual seria a piada de viver numa realidade tão aborrecida?
A minha infância era passada mais no meu mundo imaginário do que na realidade e fui muito feliz a viver assim. Aqueles verdes anos em que era simplesmente feliz por ter tudo na palma da minha mão, tudo ao meu redor era um lugar cheio de possibilidades e eu só tinha que as agarrar e fazer a minha própria identidade.
Quando corria tão rápido que as coisas à minha volta já estavam desfocadas e só via um túnel na minha visão bem que me podiam chamar de Flash.
Se visse uma aranha tentava a minha sorte para ser mordido e ver se no dia seguinte conseguia subir paredes ou se saíam teias dos meus pulsos.
Se visse um episódio épico de Dragon Ball tentava sempre reunir forças para lançar um Kamehameha, concentrava-me até quase arrebentar uma veia para ficar em modo Super Sayan, começava a saltar bem alto para tentar voar e comia um jelly bean para recuperar as forças.
Tentava usar clips para abrir fechaduras como se fosse o Macgyver ou criava uma engenhoca a pensar que era igual às do Batman.
Praticava os meus moves de kung fu sempre que acabava de ver um filme do Jackie Chan ou do Jet Li até que o meu irmão desse-me um soco para parar.
Se estivesse com amigos agarrar num pau significava que estávamos a agarrar numa espada, se tivesse uma pistola de plástico e fizesse os sons certos a disparar era garantido que eles iam ser atingidos. Se lançasse uma pinha aos meus inimigos aquilo ia explodir como uma granada e se alguém se magoasse tínhamos de correr para chamar a mãe.
Era um mundo mais simples, mais divertido e no fundo, mais feliz. Porque saber brincar e também saber ser humano.

Ser criança é tão bom :) Nós tivemos sorte, conseguimos ter uma infância "decente". Sem tablets, smartphones e cenas. Os miúdos de hoje em dia não sabem o que é se divertirem a sério, correr até não poder mais, a dor de um joelho esfolado. Tenho pena por eles... Se algum dia tiver filhos, vou fazer os possíveis para que eles tenham pelo menos 1/3 da infância que eu tive!
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