Música portuguesa, acho que não falamos disto o suficiente, ou pior ainda, não a apreciamos o suficiente. Até faz confusão termos bandas que produzem todos os anos música com tanta qualidade e que passa despercebida. Ou será que somos nós que "fechamos os ouvidos"?
Isto é um facto, temos inúmeras bandas/artistas portugueses que lutam pelo seu sonho de triunfar a fazer aquilo que mais amam num país que talvez nunca lhes irá dar valor. É triste e repugnante vivermos numa sociedade que só gosta daquilo que está em moda, das músicas banais que só porque soam bem fazem furor em tudo o que é esquina. Quando é que vamos começar a prestar atenção às letras e tentar perceber aquilo que o músico quer dizer? Quando é que vamos reparar nos pequenos pormenores que instrumentos fazem ao longo de uma doce melodia?
E quando falo de música portuguesa não me refiro a pimba ou essas bandecas que dão dores de cabeça quando ouvimos durante muito tempo (nada contra para quem goste, até porque de vez em quando marcho um Toy quando estou com os copos).
Nunca fui uma pessoa muito nacionalista, aliás, quando perguntam sou o primeiro a dizer que quero sair do país, mas pelo menos terei sempre uma paixão por música lusitana. O mais curioso é que há uns anos atrás achava-a insuportável, true story. É que nem uns Xutos conseguia ouvir, mas tudo mudou com a minha entrada na Tuna de Liceu (obrigado por me abrires as portas para tantas coisas boas Animatuna).
Hoje sou um "gordo" de bandas portuguesas, "como" de tudo um pouco. Desde a Jorge Palma, Rui Reininho a Rui Veloso, de António Zambujo, Carlos do Carmo a Carminho, de Ornatos Violeta, Foge Foge Bandido a Pluto (vá tudo o que seja do Manuel Cruz que é para mim o melhor letrista português que anda por aí), de Pontos Negros, Dead Combo, Diabo na Cruz a B Fachada, de JP Simões, Miguel Araújo, Samuel Úria a Tiago Bettencourt, de Ciclo Preparatório, Capitães Areia a Salto, de Capitão Fausto, Anequim, a Virgem Suta, de Da Weasel a Orelha Negra, de Azeitonas, Deolinda, Clã a David Fonseca, de GNR, António Variações a Madredeus a Sétima Legião. Estas são só algumas de tantas outras que andam ou andaram por aí.
Fico contente no entanto por saber que há bandas que não desistem e continuam a lançar novos álbums e singles todos os anos com conhecimento de que há que quem os ainda oiça e aprecie o seu trabalho. Fico ainda mais contente por saber que continuam a surgir novas bandas com material diferente e inovador!
E claro, uma nota especial para o nosso Fado, um estilo destemido por entre tantos que estão na história da música. Um estilo que nos representa tão bem por aquilo que somos.
Faço aqui um apelo a todos que leiam este post: tentem dar uma oportunidade à música portuguesa, ela que surge em todos os formatos e gostos possíveis, nós só não damos mais valor ao que temos porque não estamos mal habituados, vamos mudar isto.

Desculpa lá, mas a primeira a dizer que quer sair do país sou eu!
ResponderEliminarNão sou fã de música portuguesa e tu sabes... mas de vez em quando lá oiço uma ou outra gira.
Mas é triste que os artistas portugueses não façam sucesso... vê-se pelos concorrentes do ídolos... onde é que eles estão? Tomaram chá dii sumiço? Enquanto que os vencedores do American Idol são quase todos conhecidos.
É triste que um país com coisas tão boas, em vários aspectos, não saiba dar valor a tudo que tem.